Não sei porque apesar do meu ceticismo acabo me pegando lendo a seção de horóscopo do jornal. Parece ritual, só pra depois dizer:”Bobagem”. Será que só eu reparo nos absurdos que dizem? parece aquelas videntes de beira de estrada onde, apesar de você contar tudo a mulher, acaba achando que ela adivinhou. Ingenuidade? Acho que temos essa necessidade de acreditar mesmo que seja no inacreditável.
Tá, confesso que fui aquela adolescente ( Ops, ainda sou adolescente rsrs) que tinha revistas de horoscópos com aqueles testes infantis, todos respondidos pra saber se o signo do sicrano combina com o meu e se ele seria o homem com o qual eu viveria meus próximos anos de vida. Não era, mas não morremos por isso. Tempos mal gastos, mas, gastos e pronto. Mesmo assim ainda tenho esses lapsos e vou olhar a tal sessão.
Vez por outra vem textos iguais. Numa miraculosa teia do destino onde os planetas se realinham de forma a dar a mesma previsão ano passado e ontem. Algum astrólogo que passeia por este blog pode me explicar?
Aí vc faz um cálculo númerico e descobre que afinal a sua falta de sorte é resultado da soma das letras do seu nome, ou ainda pode jogar as cartas e saber o panorama da sua vida completa ou ainda optar por astrologia indiana e ter toda as suas dúvidas respondidas, afinal, os astros sabem de tudo.
Vou ali ler a sessão de política, se é pra escutar balela, eles mentem bem melhor…
Vamos ter em breve vida nova. A casa anda em polvorosa com a notícia da gravidez da minha irmã. A novidade mais gostosa é que a felicidade é em dobro, vem aí mais duas criaturas pra transformar os meus dias. Sim, gêmeos. Dois. Two.
Lívia, a tia mais coruja e feliz do mundo!
Adoro a palavra partilhar, repartir conhecimentos, descobertas e é por isso que sempre quando pinta algo novo e interessante gosto de dividir com vocês. A bola da vez é minha mais nova amiga, a talentosa Camila Bueno que faz um mundo de fantasias através dos seus bichinhos.

Per Amore (tradução)
Zizi Possi
Eu conheço tua estrada
Cada passo que darás
Teus desejos calados, teus vazios
Pedras que afastarás
Sem jamais pensar que eu
Como uma rocha
Volto sempre pra você
Eu conheço a tua respiração
Tudo o que você não quer
Você sabe bem que o que você está vivendo
Não é vida, mas não quer reconhecer
Só se o céu, este céu, em chamas
Desabasse sobre mim
Como um cenário caindo sobre um ator.
Por amor
Você já fez alguma coisa
Apenas por amor?
Já desafiou o vento e gritou?
Já dividiu o próprio coração?
Já pagou e apostou várias vezes
Nessa mania
Que afinal segue sendo só minha
Por amor
Você já correu até ficar sem fôlego?
Por amor, já se perdeu e se reencontrou?
E tem de me dizer agora
Quanto de você colocou nesta estória
O quanto acreditou nessa mentira
Só se um rio se levantasse dentro de mim
Como uma enchente
Como o nanquim da pena de um pintor
Por amor
Você já esgotou sua razão?
Teu orgulho até o pranto?
Você sabe, esta noite eu fico
Mesmo sem nenhum pretexto
Apenas essa mania
Que ainda é forte e minha
Dentro desta alma que você dilacera
E eu te digo agora, com sinceridade
Quanto me custa não saber, que és meu
É como se esse mar todo
se afogasse em mim.
Para instigar as pessoas a lerem tá valendo tudo, até mesmo colocar clássicos da literatura, passagens bíblicas ou mesmo textos sagrados do ” O Sutra do Loto” e o Livro Tibetano dos Mortos em papel higiênico. A idéia surgiu à partir de uma peça teatral, escrita por Camarero e intitulada Empreendedores, onde uma empresa imprimia clássicos literários em papel higiênico. Uma empresa espanhola apostou na idéia e agora comercializa o produto para o público em geral.

Adivinhe o que ela tá tentando com essa malha. A resposta? PRIVACIDADE. Acredite, a idéia é conseguir se concentrar e ter privacidade em lugares públicos (Como se desse pra passar despercebido com um troço desses). Siga nesse link e confira mais fotos desse projeto revolucionário. Nem sei como conseguimos viver sem ele até hoje rs*
Atrasada com o post mas não poderia deixar de dar apoio a essa ação tão bonita e importante. Talvez o que eu tenha a dizer não acrescente aos tantos posts já publicados no dia de hoje, mesmo assim não posso deixar de dizer algumas palavrinhas sobre o assunto.
Uma das coisas das quais eu mais gosto de fazer é ler, e verdadeiramente acho um mundo escondido em cada um dos livros. Meu prazer é tanto que não posso imaginar que tenha quem não possa partilhar dele. Mas como se faz um leitor senão pelo ato mais básico de alfabetizá-lo, fazê-lo conhecer a mágica de juntar letras?
Eu já fui alfabetizadora, minha mãe é educadora infantil, cresci admirando o doce sabor de apontar caminhos. Experiência muito gratificante. Muito além daqueles que estão no auge das descobertas, aqueles pequeninos seres ávidos de absorver tudo. Tenho em minha casa um caso desses, um sobrinho de 5 anos que ama as histórias, e ver sua alegria em cada aprendizado me emociona. Ou mesmo aqueles que carregam toda a experiência de uma vida e ainda sim se reservam o direito de recomeçar, aprender o novo, assinar seus documentos com letras cuidadosamente escritas, carregadas de vitória.
Fiquei muito tentada a escrever sobre as deficiências do ensino brasileiro, que rendem com certeza inúmeros posts, mas é preciso muito mais que apontar os erros. É preciso arrumar cadeiras debaixo de árvores. Porque não? O processo de reeestruturação da educação vai ser longo, mas aquela boa e velha máxima de que de “grão em grão a galinha enche o papo” sempre é verdadeira. Fazer a nossa parte pode e muda muita coisa. Que tal em vez de reclamar ir a uma escola e se voluntariar? Que tal ir atrás dos politicos que ganharam a custa de nossos votos e apresentar à eles soluções inteligentes ?
Só o que não pode acontecer é deixar pra lá como se esse problema não fosse seu. Casos como analfabetismo é que faz o Brasil continuar a ser “sub” e isso com certeza interfere em nossas vidas. É hora de arregaçar as nossas mangas, está em nossas mãos fazer com essa realidade mude o quanto antes.

Este post é parte da blogagem coletiva “O que podemos fazer contra o analfabetismo?” organizada e idealizada pela Georgia e Meire
A história pelo que eu pude verificar é antiga mas voltou a baila quando o artista foi convidado para participar da Bienal Centroamericana de Arte, que ocorrerá em Tegucigalpa, Honduras, no mês de novembro.
A notícia é que em 2007, Guillermo Vargas “Habacuc” foi acusado de deixar um cão morrer de sede e fome em uma galeria de arte de Manágua, Nicarágua.
Como não podia deixar de ser o assunto deu muito “pano pra manga” , gerando muitos boatos, histórias que ninguém nem sabe mais o que é realmente verdade ou mentira. A pedido do Bruno resolvi divulgar para que tudo fosse esclarecido, mas as explicações deixo por conta do post super bem elaborado que ele publicou em seu blog. É sempre bom ouvir todos os lados para sermos capazes de opnar com precisão.




